“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."
Mário Quintana
"Mas eu queria que você soubesse que eu me importo, e que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo."
Projota

Lembra?

"Quando eu não estiver por perto e você sentir-se sozinho, feche seus olhos e aperte suas mãos bem forte. Pode acreditar que eu estarei sentindo a sua necessidade de ter-me por perto. Eu curarei tuas feridas de longe, e não sairei do seu lado, JAMAIS!"

Lembra de quando nós éramos um só? De quando nos olhávamos e sabíamos o que o outro queria dizer?
Lembra que eu te via e dizia o quanto você é lindo? De quando nós ríamos sem parar e diziamos: Besta?
Lembra do pacto de cuspe? Lembra do que prometemos?
Lembra dos nossos sonhos? De nós imaginando nossos filhos?
Lembra das vezes em que você pedia 15min pra dormir e a cara que eu ficava?
Lembra das vezes em que íamos pra piscina e das nossas brincadeiras?
Lembra das suas caretas nas fotos? e meu cabelo grande de sereia?
Lembra das idas frequentes ao cinema? da sua mania de de reclamar de cada filme no início e depois a adoração pelo mesmo?
Lembra dos comentários do seriado LOST que eu tanto odeio?
Lembra da bunda do Bosco? Lembra do sofá da sala? Lembra do suco de maracujá com leite? Lembra dos Fandangos de presunto?
Lembra dos Talento com cartinha? Lembra do bolo do Ben 10?
Lembra dos sonos de conchinha? Das brigas inúteis por telefone?
Lembra dos presentes de aniversário, dia dos namorados, natal?
Lembra das alianças? Das músicas do Seu Jorge, Armandinho e Reação em Cadeia?
Lembra da Barbie de natal? Das ligações no meio da madrugada?
Lembra da minha girafa do Equador?
Lembra dos apelidos? Tchuco, nenêm, princeso, príncipe, amorzão, fefo?
Lembra das tardes ibernando na cama? Da sua preguiça de tomar banho sempre?
Lembra do cheiro da minha pele? Da forma que eu sorrio quando estou perto de você?

Lembra do meu rosto de alegria?
Encanta, Fascina, me faz amar além do limite.


Vem comigo ser feliz.. Vem comigo pra onde as estrelas nem brilham por sua causa!Lembra?

Lá vem ela..

" Ela acordou, olhou ao seu redor, fechou os olhos e questionou o nada: eu ainda não morri? "

Estranho notar a sutileza com que ela fala sobre o que passou.
Quantas inúmeras e inquestionáveis vezes, tudo que ela desejou era dormir e nunca mais acordar? Quantas vezes ela chorou descontroladamente por se sentir sozinha e inútil? Quantas vezes ela deixou de ver que a felicidade da vida começa no momento em que você acorda, e que o simples fato de estar respirando é uma dádiva que deve ser agradecida? Quantas vezes ela colocou tudo a perder por estar aflita? Quantas vezes ela perdeu a oportunidade de ficar calada? Quantas vezes ela sentiu que deveria ter dito algo mais? Quantas vezes, por medo de ser infeliz, ela deixou o encantador de lado? Quantas vezes ela abdicou bons momentos por querer lembrar das felicidades passadas?

Um dia, ela acreditou que o tempo podia mudar tudo.
O tempo não mudou nada. Ele deu maturidade e forças para ela subir num salto e olhar o Mundo por cima. O tempo mostrou a ela, que quem vale a pena continua, que não muda nada chorar, que a aflição se dissolve numa roda de amigos, que escutar é melhor que dizer, que estar vivo é glorioso, que a felicidade recente deve ser única, que morrer pode não ser a solução.

Neste momento, ela pensou e viu que: O tempo passa;
Muitas coisas mudam de lugar. Algumas perdem o sentido, outras ganham valor..
O verdadeiro permanece.
Desse 'verdadeiro', sente-se falta.

O que fica, não pode ser mudado. Mesmo que no fim reste só lembranças.

Ela não conseguiu esquecer de absolutamente nada;
Cada segundo que pensou em desistir, pensou, repensou, chorou, gargalhou, gritou, acalmou, voltou atrás. Estranho, porque nem ela sabe o porquê! talvés até saiba, mas falar de amor seria clichê demais para ela, que se julga tão normal.

Ela não morreu fisicamente. Chegou a ficar morta por alguns dias. Morta de alma, de felicidade, de espírito. Mas valeu a pena, afinal, acabou aprendendo que não se pode dar o peso da sua vida para um outro alguém, e que, quanto mais alto você voa, mais dolorida é a sua queda.
Isso a fez ver que o vantajoso é andar com os pés no chão.
Ela não amou pela metade nem um só segundo, não se entregou por pedaços, não destinou aquilo que era de um para outro alguém. Ela amou.. ela se doou, ela caiu, chorou, e aprendeu.

Ela foi amiga, agradável, carinhosa, namorada, mãe, objetiva, irresponsável.

Hoje, ela continua a mesma.
Magra, baixa, retraída, discreta, irônica, desconfiada.

A mesma Bia.
A sua Bia, a minha Bia, a Bia de sempre.

Mas alguma coisa mudou, talvés não nela, mas alguma coisa mudou.
Ela está inteira, pela primeira vez!

# talvés..

Hoje tudo parece diferente.
Não que esteja melhor, e não que não esteja, mas há inúmeras coisas novas que passaram a ser motivos da minha alegria e outras coisas antigas das quais eu não consigo me livrar.
Não que eu queira viver somente do novo, pois apesar de ser tão bom viver o desconhecido, muitas vezes ele consegue ser melhor que as coisas antigas que trago dentro de mim.
Talvés seja pelo simples fato de saber o que antigo me proporciona, e muitas vezes o quanto ele me confunde. Mas é estranho, pois eu não consigo me livrar.

Ando meio perdida nos meus pensamentos. É até difícil de organizar as minhas palavras.
Acho que novamente perdi o foco de mim. Grande erro cometido!
No meio de tantas coisas, a minha única certeza é de que a única prioridade da minha vida, DEVERIA ser EU. Mas como eu SEMPRE costumo fugir do normal e me encanto pelo mais envolvente (que ocasionalmente não sou eu!) cá estou, confusa.
A confusão a qual eu me refiro, não é sobre o que fazer.
Apesar dos apesares, tenho a convicção do meu futuro breve que será lindo, e estou decidida a fazer tudo diferente, tudo novo, mas é justamente para este meu futuro que eu quero meu passado de volta.

Complicado de entender, de sentir.. viver então, loucura!
Cada dia eu tenho mais certeza de que o meu maior inimigo está dentro de mim, é a única explicação pra eu ser tão 'assim'.
O que conforta é saber que não preciso e nem devo tomar nenhuma decisão agora.
Tudo bem que para mim, o agora já é daqui a 3 semanas e eu sei que a minha vida mudará completamente, desde as relações até os horários que eu NAO terei disponível, e que o meu tempo livre teria que ser dedicado somente a mim (o que eu sei que não acontecerá nunca), mas é normal, mudanças sao bem vindas até o momento em que elas se tornam desnecessárias.

Que venha o novo, e o velho?
esse deixa aqui comigo :)