“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

sexta-feira, 15 de abril de 2011

não entendo.

Eu não sei por onde começar.
Talvés eu não saiba por que eu nem me lembro seu nome, ou melhor, talvés eu nem queira lembrar. talvés eu não saiba por que imagino o quanto significante você é para mim, ou então talvés pelo fato de todas as vezes que eu tento dizer que eu te odeio meu coração dói e eu vejo que eu consigo tudo, até viver sem você.. mas não consigo te odiar, por mais que tente, por mais que o universo conspire contra nós.
E eu não sei se estou sentindo sua falta.
Posso dizer que sinto falta de você quando te conheci. De quando eu não via em você esse poço de egocentrismo que eu vejo hoje, aliás, que eu via até poucos meses atrás, pois até as coisas ruins de você eu já não enxergo.

É complicado. Sempre foi, e eu tenho certeza de que será por muito tempo ainda.
Porque não há mais o que ser dito, não há mais como voltar atrás.

E eu não sei se eu tomei a decisão certa. Talvés eu tenha cometido o maior erro da minha vida, ou então, talvés isso me fará muito feliz daqui a algum tempo, o qual eu já estou na fila de espera há um tempão.

É difícil não falar de você. Difícil não te acrescentar na minha rotina, nas minhas conversas, nos meus assuntos. É mais difícil ainda te tirar de tudo, inclusive, de mim. O tempo está passando, e ele corre rápido pra nós. Hoje não mais 'nós' como plural, mas como algo tão comum, como dois desconhecidos que mesmo assim não deixam de ser 'nós'.

É cada dia mais torturante não conseguir entender o porque você me marcou tanto. Por que todas vezes que eu me deito, lembro de como eram felizes, e outrora tristes meus momentos com você. Porque você é meu extremo, sempre foi. E eu sempre te disse isso. Extrema alegria, extremo amor, extrema decepção, estrema tristeza.
E a maior hipocrisia da minha parte seria dizer que você não significa nada. Pois você significa muito, muito mesmo. Você é o responsável por todas as feridas que eu levo na alma hoje.. e eu te digo, há feridas que NUNCA se cicatrizaram, e sendo sincera, elas doem. Doem de um jeito inimaginável e inexplicável.

e agora eu vejo, que mesmo que eu não queira mais insistir, você ainda não foi embora. ainda tá aqui, contra a minha vontade.