“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

domingo, 21 de outubro de 2012

'Violento mesmo é o amor, o resto é só cara de mal.' (Emicida)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Primeira estrela que vejo, lembrei, realiza o meu desejo. Pedi sete vezes em voz alta, não havia ninguém por perto para olhar e talvez rir. Força e fé, que tinha perdido, eu pedi." (Caio)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

# Criança

Lembra quando você era criança e os adultos perguntavam o que você queria ser quando crescer? E a resposta vinha à cabeça rapidamente: professora, médico, jogador de futebol, juíza, atriz. Eram muitas idéias, e tudo parecia mais fácil. Hoje, no quarto semestre de um curso de cinco anos, não tenho certeza de quase nada. O que fazer depois de terminar o ano? Continuar a faculdade? Manter o mesmo emprego? Fazer as mesmas coisas? Deixar o sedentarismo ir embora finalmente? Eu sempre tive vários planos: morar sozinha; fazer faculdade; trabalhar seis horas por dia; aprender a dirigir, comprar um apartamento em sampa; ser proprietária de Pub em Floripa, fazer intercâmbio na Irlanda; aprender italiano, francês e latim; conhecer Londres. Mas se me perguntarem se eu tenho alguma certeza, repondo: não, só vontades! Quando a gente é pequeno pensamos que podemos abraçar o mundo, de que podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo, porque o mundo conspira em nosso fazor. Quando crescemos, entendemos que se você opta por uma coisa, se priva se outra. Por isso o peso de fazer sempre a escolha certa - para não se arrepender depois. Queria voltar a ser uma criança, e se me perguntassem o que eu quero ser quando crescer, responderia: pirata!
Lembro-me do dia em que eu desejei ter dezoito anos. Tinha aquela ilusão de que com a maioridade toda minha confusão mental cessaria. Quando chegou, realmente aproveitei cada segundo dos quatro primeiros dias, agi como uma louca desajeitada que corre contra o tempo como se o mundo acabasse á meia noite do dia seguinte. Tenho dezenove - quase vinte anos e continuo correndo contra o tempo, mas dessa vez, num ritmo com menor frequência. Não posso dizer que não gosto dessa loucura que é a vida adulta, pois mentiria. Até gosto dessa corrida maluca para cumprir horários, não perder prazos, e tentar resolver e pensar e agir com um milhão de coisas ao mesmo tempo. O que eu não gosto mesmo é de ter hora para acordar. Me lembro de como era engraçado meus dias de Hardcore. Quanta coisa eu não vivi naqueles loucos shows de rock com os mais loucos amigos e as mais loucas situações? Sinto saudade. Saudade porque eu podia estar na merda mas estava feliz, digo - REALMENTE feliz. Conseguia dizer para qualquer um quais eram as coisas que realmente me satisfaziam. Viver me satisfazia. Viver intensamente. O tempo passa tão depressa, não é? E a gente muda tanto. Algumas mudanças são permanentes e outras temporárias, surgem como moda e vão embora como nômade, mas todas as mudanças tem em si o fundamento de nos ensinar (e como ensinam!) Só Deus sabe o quanto eu aprendi nos últimos anos. Aprendi a aceitar, não aceitar, engolir o choro, chorar quando é preciso, aprender a correr atrás, a não desistir, compartilhar o que sinto e o principal, eu acho que finalmente eu aprendi a amar. Amar não somente a mim, como sempre de costume. Amar ao outro, a todos os outros, amar detalhes, amar sorrisos, amar a vontade de querer sempre o bem. Ás vezes eu me questiono sobre o valor de cada coisa que eu vivi e vejo que tudo foi bom, até o que não era bom. A intensidade das coisas nos deixam mais fortes, mais preparados pra o que está por vir, mesmo que no fundo a gente nunca esteja realmente preparado para nada. Hoje me vejo com os quase 20 que eu tanto digo, num bom trabalho, num bom curso de graduação, cheia de sonhos, com um bom namorado, bons amigos e uma boa família. É estranho demais não conseguir me sentir tão boa assim? A cada dia me sinto mais diferente, mais desajustada, mais insconstante, sem frequência e cheia de idéias sobre presente, passado e futuro para expor. Sinto que a cada segundo fazendo qualquer coisa eu estou perdendo o tempo em que gostaria de estar escutando um bom rock e lendo bons livros de romance de guerra. Onde está o erro? Tudo está confuso. E eu também.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

# Pré-vinte

Essa melancolia atual tem me matado. Por quê é tão difícil perder o controle de si? Tudo parece tão mais simples quando tenho a frente de tudo. Preciso de dias como aqueles. Intensos, devastadores, loucos e exaustivos. Aqueles dias em que a vida é realmente vivida e tudo que eu quero á meia noite é um bom copo de leite e CAMA. Preciso de sol, de verão, de energia, de amor e luz. Tá tudo tão escuro, não é? Tudo tão sem brilho, sem cor, sem emoção. Realmente era impossível de imaginar que o meu último mês na fase 1 ponto alguma coisa seria assim, tão cinza. Vivi quase vinte anos da minha vida tentando me esconder de certos pensamentos, evitando desejos e emoções, guardando mágoas, segredos e acordando muitos dias de manhã sem entender o porquê de querer tanto. O mais estranho é hoje perceber que eu tinha plena certeza de tudo que eu queria e de que todas as coisas estavam em meu alcance. O que mudou? Nada mudou, eu mudei. Mudei meus planos, meus desejos, troquei amigos, conheci pessoas, me doei, troquei lembranças, sorri, chorei, substitui sonhos por metas e hoje me sinto assim, tão confusa. A maior confusão de todas é notar que eu continuo querendo, desejando, amando ou odiando todas as coisas ou pessoas ou pensamentos ou palavras que um dia eu senti lá atrás, mas não consigo entender o motivo pelo qual eu não consigo sentí-los intensamente HOJE. Queria entender esse medo da vida, esse medo dos sonhos, esse medo de decepções, de pessoas, de sentimentos, de tudo. Tenho que largar o medo de frustrações, e principalmente, perder o medo de me tornar algo que eu não consigo prever. Tenho quase vinte anos, EU NÃO TENHO QUE TER MEDO! E quando eu penso em não ter medo, vejo que o medo vem do descontrole de tudo, que envolve essa mudança frígida que enlouquece tanto. Preciso de foco, preciso de fé, preciso de amor. Preciso me reencontrar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cinza.

Mais uma noite conturbada. É um tanto quanto estranho reler meus textos e notar que apesar de nenhum sentimento descrito ter mudado ou diminuído, talvéz hoje eu não conseguisse mais expressá-los. Hoje me sinto cinza. Roupa cinza, mente cinza, sentimentos cinza, beleza cinza, coração cinza. E pergunta-se: existe algo mais "cinza" do que o cinza? Desejo que esta fase passe logo. Que a vida siga um rumo diferente, que pare de dobrar a cada esquina que encontra e vá sempre em frente de uma vez. Tudo mudou, e mudanças assustam. Aquilo que era tão doce talvéz tenha perdido parte da docura, o que era desejo tornou-se comodidade, o que era sonho tornou-se metas e o que tinha luz se tornou o meu maior desespero - o cinza.