“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

quarta-feira, 20 de julho de 2011

" Juro por qualquer coisa que eu preciso - de uma forma vital - sentir aquilo de novo. Aquela sensação de ter meu coração golpeando meu peito repetidas vezes. Numa frequência descontrolada.
Eu quero sentir meu estômago derretendo dentro de mim devido a ansiedade.
Quero sentir o ar demorando a chegar aos meus pulmões, me fazendo ofegar enquanto sinto seus lábios se aproximarem dos meus.Quero sentir sua respiração quente contra minha pele que cede diante do inverno. Quero sentir suas mãos marcando minha pele.
Quero sentir que não existe nada lá fora, e que até mesmo a Terra parou de girar para contemplar esse momento, porque é só ele que existe. "

complexidade momentânea, enfim..

Existe uma mistura de sentimentos, uma confusão entre as relações, o afeto, o presente e o passado.
Não há mais como dizer que há dor, pois não há.
Não há como dizer que há desejo, pois não há.
Não existe a possibilidade de dizer que ainda existe esperança, pois não existe.
Mas ainda não há como não dizer que existe inúmeros questionamentos. E talvéz, o pior sentimento de todos, a pena - pena de nós, pena de tudo que NOS aconteceu.
O presente a cada dia se encarrega de delicadamente tirar algumas lembranças da memória e deixa apenas momentos vagos, onde por mais esforço que se faça para ser lembrado, ele sempre permanecerá vago - assim como nós.
E talvéz hoje não falte mais nada para seguirmos em frente, além do desejo fundo de ainda insistirmos.
Você foi, não é mais.
Poderia ser, se valesse a pena cada segundo que foi desperdiçado chorando - mas não valeu.
Talvéz você nunca tenha sido tudo que fora imaginado. Talvéz tudo tenha sido um sonho, ou em alguns momentos, um pesadelo.
É essa a mistura. Sentimentos, pensamentos, curiosidades, medos, questionamentos, desafios. E são inúmeras perguntas para uma única resposta: a de que o passado se fora.