“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

sexta-feira, 27 de abril de 2012

o leão de circo.

As coisas ultimanente têm estado estranhas.
Tenho sentido dores de cabeça fortíssimas e a sensação de que estou flutuando num mundo com 7 bilhões de pessoas. Sinto que sou refugiada de uma tribo do sul da Ásia em plena metrópole, pois a sensação de estar perdida é praticamente a mesma.
Os livros tem sido meus amigos. Não que isso não seja bom, mas me afasta de todo o restante. Abre meus olhos para coisas que eu sempre vivi tentando não enxergar, e faz com que eu sinta medo.
Medo de querer demais, de sonhar demais, de esperar demais, e consequentemente, de me decepcionar demais.
Hora ou outra me sinto presa. Comparo-me à um leão de circo que passa sua vida inteira enjaulado imaginando sua liberdade e, quando alguém destranca a sua gaiola, em meio a sua caminhada ele avista um novo circo e novamente é enjaulado, com a diferença que desta vez, terá medo de sair novamente, pois enjaulado ou não, o leão é a atração principal do circo, impõe respeito e recebe amor, mesmo que seja somente durante os espetáculos.
Não digo que imponho respeito como o leão. Acredito apenas ter a sua sabedoria de enxergar que mesmo enjaulado, há coisas boas das quais valem a pena continuar ali. Há o amor da platéia, que mesmo temporário, não deixa de ser amor.

 Bom, era pra ser só um desabafo, mas virou um texto.

Que a minha dor de cabeça passe! E a do coração também.

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